
O Governo de Moçambique lançou, em Maputo, um novo tratamento destinado ao combate do pé diabético, com o objectivo de diminuir o número de amputações associadas a esta complicação, considerada uma das mais graves entre pessoas com diabetes.
A iniciativa foi apresentada pelo Ministro da Saúde, Ussene Isse, no âmbito de uma formação sobre a utilização do medicamento Heberprot-P, apontado como uma inovação no tratamento de feridas crónicas em doentes diabéticos.
O fármaco actua através de factores de crescimento epidérmico, acelerando a cicatrização das lesões e aumentando as hipóteses de recuperação sem necessidade de amputação. A sua introdução no país será acompanhada por estudos para avaliar o impacto na redução de amputações, tendo em conta resultados positivos registados noutros contextos.
A diabetes continua a representar um dos maiores desafios para o sistema nacional de saúde, afectando milhões de moçambicanos e podendo originar diversas complicações, incluindo problemas cardiovasculares, neurológicos, visuais e lesões nos membros inferiores.
O pé diabético destaca-se como uma das principais causas de amputações não traumáticas no país, sendo frequentes intervenções cirúrgicas em unidades como o Hospital Central de Maputo, onde diariamente são realizados vários procedimentos deste tipo.
As amputações têm um impacto significativo na vida dos pacientes, afectando não só a saúde física, mas também o bem-estar psicológico, social e económico, o que reforça a importância de soluções inovadoras para reduzir estes casos.
O lançamento do novo tratamento contou com o apoio da cooperação internacional, incluindo a participação da missão médica cubana e da Clínica Marcelino dos Santos, que colaboraram na capacitação de profissionais de saúde.
As autoridades destacam ainda que o sistema de saúde enfrenta desafios crescentes, ligados ao aumento da população e à maior prevalência de doenças crónicas não transmissíveis, como a diabetes, hipertensão e cancro.
Com esta iniciativa, o Governo pretende melhorar a qualidade de vida dos pacientes, reduzir complicações graves e fortalecer a resposta do sistema nacional de saúde face às doenças crónicas.
AIM