
Moçambique reforçou o seu Programa Nacional de Vacinação, passando a abranger 14 doenças e introduzindo novas vacinas, com destaque para a prevenção da malária e do papilomavírus humano (HPV). A medida enquadra-se nos esforços do Governo para reduzir a mortalidade infantil e fortalecer a saúde pública.
O anúncio foi feito na província de Maputo, durante o lançamento da Semana Africana de Vacinação, iniciativa que reuniu autoridades nacionais, parceiros internacionais e organizações de saúde para promover a imunização.
Segundo o Ministro da Saúde, Ussene Isse, a vacinação continua a ser uma das principais prioridades do sector, desempenhando um papel determinante na prevenção de doenças e na protecção da infância. O governante destacou que o país tem vindo a expandir progressivamente o seu calendário vacinal ao longo das últimas décadas.
Além das novas vacinas, decorrem campanhas específicas contra doenças como a poliomielite, cólera e Mpox, visando prevenir surtos e reforçar a cobertura nacional. As autoridades sublinham que a imunização é uma das medidas mais eficazes para salvar vidas, sobretudo entre crianças.
O programa conta com o apoio de parceiros internacionais, incluindo a UNICEF e a Organização Mundial da Saúde, que têm contribuído para a melhoria da logística, expansão da cobertura e fortalecimento da cadeia de frio, essencial para a conservação das vacinas, incluindo em zonas de difícil acesso.
Apesar dos avanços, persistem desafios, nomeadamente a existência de crianças que ainda não receberam qualquer dose de vacina. As organizações envolvidas defendem o reforço dos serviços de vacinação de rotina como estratégia fundamental para garantir o acesso universal e reduzir desigualdades.
Especialistas reiteram que a vacinação continua a ser uma das intervenções mais eficazes da saúde pública, contribuindo significativamente para o aumento da sobrevivência infantil e para a melhoria das condições de vida das populações.
(AIM)