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ADASME

Sistema de saúde enfrenta constrangimentos pontuais, mas mantém funcionamento regular

 

O Ministério da Saúde de Moçambique reconhece a existência de algumas ineficiências no Sistema Nacional de Saúde, sobretudo ligadas à falta pontual de medicamentos e material médico em certas unidades sanitárias. Ainda assim, as autoridades afastam a ideia de colapso do sistema.

Segundo o Director Nacional de Assistência Médica, Nelson Mucopo, estas limitações não são generalizadas e resultam de diversos factores. Entre os principais, destacam-se a vandalização e destruição de armazéns durante os protestos pós-eleitorais de 2024, que afectaram o normal abastecimento, bem como a redução do financiamento externo ao Orçamento do Estado.

O responsável apontou ainda desafios relacionados com dívidas a fornecedores, que condicionam a entrega de insumos, além de dificuldades logísticas agravadas pelas mudanças climáticas.

Apesar deste contexto, o Ministério assegura a disponibilidade de medicamentos essenciais para o tratamento de doenças como malária, cólera, diarreia, hipertensão arterial, diabetes e acidente vascular cerebral. Para reforçar os stocks, o Governo tem recorrido a apoios externos, tendo recebido recentemente material médico, como luvas e cateteres, e aguardando novas remessas avaliadas em milhões de dólares.

Nelson Mucopo reconheceu igualmente falhas na gestão e controlo de insumos médicos, incluindo casos de desvio para o mercado informal, situação que está a ser acompanhada pelas autoridades competentes.

Dados recentes indicam que as unidades sanitárias continuam a funcionar com elevada procura. Num período de duas semanas, hospitais centrais e provinciais realizaram milhares de consultas, atendimentos de urgência, exames laboratoriais, cirurgias e partos, demonstrando a continuidade dos serviços prestados.

O Governo manifestou também preocupação com casos de indisciplina, mau atendimento e corrupção envolvendo alguns profissionais de saúde, sublinhando que tais práticas não representam a maioria da classe e estão a ser alvo de medidas correctivas.

De forma geral, o Executivo considera que, apesar dos desafios existentes, o sistema de saúde mantém o seu funcionamento, estando em curso acções para melhorar a gestão, reforçar o abastecimento e garantir um atendimento mais eficiente e de qualidade aos cidadãos.

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